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Papangus criatividade e tradição nas comunidades de Beberibe

papangus

 

A brincadeira dos Papangus é uma manifestação que faz parte da cultura local e se une à Queima do Judas, no período da Semana Santa mobilizando adultos, jovens e crianças.

A tradição manda e as pessoas saem fantasiadas e mascaradas, brincando de assustar moradores e transeuntes pelas ruas. Elas carregam o boneco do Judas, dançam, cantam animadas, andam por toda a comunidade. Durante a festa, à noite, começa a queimação de Judas, onde o boneco incendiado é elevado a um tronco alto. Em algumas comunidades, como na Prainha do Canto Verde, ao final os Papangus lêem o testamento de Judas, com versos feitos por artistas da terra direcionados aos moradores em virtude de algum acontecimento engraçado.

Há muitas versões sobre a origem dos papangus. Uma delas remonta aos tempos da escravidão no Brasil. Os negros escravos aproveitavam o carnaval para se cobrir por inteiro e, irreconhecíveis, terem acesso à Casa Grande, onde se fartavam, seguros de que totalmente coberto pelas fantasias não seriam  identificados.

Outra versão liga a uma tradição da Igreja Católica. No Dicionário do Folclore Brasileiro, Luís da Câmara Cascudo informa que “o termo papangu vem de uma espécie grosseira, assim apelidada, e que, à espécie de farricoco (encapuzado que acompanhava as procissões de penitência tocando trombeta de vez em quando), tomava parte nas extintas procissões de cinzas, caminhando a sua frente, armado de um comprido relho (chicote de couro torcido), com que ia fustigando o pessoal que impedia a sua marcha”.

Até hoje a criatividade na confecção das fantasias, em inúmeros casos utilizando elementos naturais, meias nas mãos e pés para que nenhuma parte do corpo fique visível, tem como objetivo impedir a identificação de quem a usa, se tornando um grande motivo para brincadeira e diversão dos que participam da festa.

A festa é curiosa, é quase um Halloween cheio de originalidade em Beberibe.

Onde?

Prainha do Canto Verde
Sucatinga
Caetano
Cumbe
Uruaú

 

Quando?

Semana Santa.

Confira aqui a programação deste ano.

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Dramistas de Beberibe

dramistas

A memória em suas dimensões individuais, coletivas e históricas

O drama faz parte de uma construção coletiva típica do litoral leste do Ceará que mistura música — cantada pelas dramistas acompanhadas por tocadores que geralmente ficam atrás da empanada— e danças. O resultado de tudo isso é um conjunto de práticas que combinam representação dramática, indumentária e expressão corporal. No drama, a música é a linguagem que liga as ações da figura dramática ao público, fazendo uso da fala enquanto meio de comunicação; a dança é a linguagem que comunica através do movimento corporal e harmoniza a ação e a composição musical.

As participantes desenvolvem cantos, danças, figurinos e apresentações, e forjam a realidade em cena simulando situações trágicas ou divertidas que podem ser encenadas e moldadas de acordo com as opiniões e ideias de cada integrante do grupo.

Uma diversão, uma arte, um meio de convívio e a memória viva de geração em geração. As dramistas são a nossa própria história ancestral em cena.

 

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