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Papangus criatividade e tradição nas comunidades de Beberibe

papangus

 

A brincadeira dos Papangus é uma manifestação que faz parte da cultura local e se une à Queima do Judas, no período da Semana Santa mobilizando adultos, jovens e crianças.

A tradição manda e as pessoas saem fantasiadas e mascaradas, brincando de assustar moradores e transeuntes pelas ruas. Elas carregam o boneco do Judas, dançam, cantam animadas, andam por toda a comunidade. Durante a festa, à noite, começa a queimação de Judas, onde o boneco incendiado é elevado a um tronco alto. Em algumas comunidades, como na Prainha do Canto Verde, ao final os Papangus lêem o testamento de Judas, com versos feitos por artistas da terra direcionados aos moradores em virtude de algum acontecimento engraçado.

Há muitas versões sobre a origem dos papangus. Uma delas remonta aos tempos da escravidão no Brasil. Os negros escravos aproveitavam o carnaval para se cobrir por inteiro e, irreconhecíveis, terem acesso à Casa Grande, onde se fartavam, seguros de que totalmente coberto pelas fantasias não seriam  identificados.

Outra versão liga a uma tradição da Igreja Católica. No Dicionário do Folclore Brasileiro, Luís da Câmara Cascudo informa que “o termo papangu vem de uma espécie grosseira, assim apelidada, e que, à espécie de farricoco (encapuzado que acompanhava as procissões de penitência tocando trombeta de vez em quando), tomava parte nas extintas procissões de cinzas, caminhando a sua frente, armado de um comprido relho (chicote de couro torcido), com que ia fustigando o pessoal que impedia a sua marcha”.

Até hoje a criatividade na confecção das fantasias, em inúmeros casos utilizando elementos naturais, meias nas mãos e pés para que nenhuma parte do corpo fique visível, tem como objetivo impedir a identificação de quem a usa, se tornando um grande motivo para brincadeira e diversão dos que participam da festa.

A festa é curiosa, é quase um Halloween cheio de originalidade em Beberibe.

Onde?

Prainha do Canto Verde
Sucatinga
Caetano
Cumbe
Uruaú

 

Quando?

Semana Santa.

Confira aqui a programação deste ano.

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História

A saga dos jangadeiros em busca de seus direitos

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Felizmente um dos papéis da História, não é somente transmitir conhecimentos sobre o passado; é investigar e quebrar certos dogmas formados através do tempo e que encontraram ressonância no senso comum. A historiadora cearense Berenice Abreu fez esse trabalho com grande competência ao analisar sobre um episódio assombroso ocorrido em plena “ditadura” do Estado Novo, mais precisamente no ano de 1941: a saga de quatro humildes jangadeiros – Jacaré, Jerônimo, Mané Preto e Tatá – pescadores, trabalhadores brasileiros – que saíram de Fortaleza de jangada, navegando os mares bravios do nordeste, enfrentaram fortes ondas, tempestades e tubarões, até o Rio de Janeiro, para apenas falar com o presidente Getúlio Vargas. A pauta da conversa? Expor ao presidente a situação dos pescadores da Colônia Z-1 – a mais antiga colônia de pesca do Ceará -, que viviam uma situação bastante ruim, enfrentando o descaso da Federação dos Pescadores daquele estado, obrigados a dividir o pescado acumulado no final do dia com os donos das jangadas e os intermediários que atuavam nas vendas dos peixes – os ganhos financeiros dos pescadores eram mínimos e eles não se viam representados naquela Federação.

A autora procura também analisar sobre a origem do espaço onde os jangadeiros viviam, na praia de Iracema. Inicialmente habitado por pescadores humildes, o espaço foi sendo tomado por ricos proprietários oriundos do sertão cearense. O Ceará, diferente dos pólos hegemônicos coloniais – como Recife e Salvador – teve seu processo de ocupação no interior – nas cidades de Aracati, Icó e Sobral, com extensiva criação de gado -, que gradativamente migrou para o litoral, durante a segunda metade do século XIX. Fortaleza passou a ser então, com o implemento da malha ferroviária e aumento das vias de comunicação, o principal ponto de escoação da produção interiorana – o algodão para exportação. Os pescadores passavam o dia – às vezes semanas – no mar e o pescado era para comércio e sustento próprio de suas famílias. Moravam em casebres e choupanas, bastante humildes e enquanto buscavam peixes, suas esposas faziam rendas para ajudar no orçamento.

Edmar Morel, Jacaré e Welles

Jacaré e seus companheiros percorreram grande parte da costa brasileira em 61 dias de viagem, chegando à capital da República no dia 15 de novembro de 1941 – a data de chegada não foi mera coincidência: o governo brasileiro, ao saber do empreendimento, apoiou a viagem dos jangadeiros – afinal, a iniciativa trazia uma imagem bastante positiva para o Palácio do Catete, reforçando o sentido de nacionalismo e de aproximação com setores mais humildes da população. O governo desejava que a chegada ocorresse em 10 de novembro – aniversário do Estado Novo.

Como enfrentaram contratempos – como fortes tempestades e correntezas no sul da Bahia -, Jacaré e seus amigos atrasaram a viagem. Por volta do dia 13 e 14 de novembro já se encontravam em Macaé e Cabo Frio, respectivamente, forçando a chegada ao Rio no dia 15 – dia da proclamação da República. No período em que estiveram fora de Fortaleza, na viagem ao Rio, os pescadores tiveram ajuda de custo de algumas pessoas de grande notoriedade na sociedade, como Dona Mariinha Holanda, católica fervorosa e bastante atuante em trabalhos beneficentes na região, e o Dr. Fernando Pinto, presidente do Club Jangada. A viagem foi custeada por associações de moradores, entidades desportivas, por parte da população de Fortaleza e contou com ampla cobertura dos jornais dos Diários Associados. Anos antes, o próprio Assis Chateaubriand participara de uma corrida de jangadas na praia de Iracema, na embarcação de mestre Jerônimo. O repórter Edmar Morel acompanhou a viagem (por terra), em cada localidade onde os jangadeiros paravam a jangada para o pernoite.

O Rio de Janeiro se vestiu com as cores da pátria para receber os intrépidos jangadeiros, que foram até o Catete conversar com o presidente e reivindicar seus direitos. A conversa foi coroada com um decreto presidencial que incorporava os pescadores ao Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Marítimos (IAPM). Além de poder falar com o presidente, os jangadeiros ficaram famosos e foram capa de diversas revistas. Até despertar a curiosidade de Hollywood.

Livro9CapaHistricadeOPovo1942Orson Welles, cujo filme “Cidadão Kane” havia sido exibido cerca de três meses antes nos cinemas brasileiros, ficou interessado em filmar a saga dos quatro jangadeiros cearenses. Em consonância com a Política da Boa Vizinhança implementada pelo Departamento de Estado dos EUA, o jovem ator-diretor veio ao Brasil para filmar uma série de documentários, entre eles, a viagem dos jangadeiros. Seu primeiro contato com Jacaré aconteceu numa suíte do Copacabana Palace e o humilde jangadeiro estava bem à vontade e confortável nas palavras, sem qualquer travamento por estar diante do astro de cinema.

Com uma câmera na mão e um orçamento bastante reduzido, Welles levou adiante seu propósito de mostrar ao mundo a sagacidade dos quatro jangadeiros. Só não contava que um deles – justamente Jacaré – viesse a morrer durante a gravação do documentário, na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Num dia de forte neblina e mar com correnteza, a jangada que levava Jacaré, mestre Jerônimo, Mané Preto e Tatá virou. Apenas Jacaré – que sabia nadar – não se salvou e desapareceu para sempre. O cineasta estadunidense foi um dos que mais lamentou o desaparecimento de Jacaré e finalizou as filmagens do documentário, que infelizmente, perdeu-se com o tempo, devido ao desinteresse de quem o financiava bancar os custos finais de produção. Apenas em 1985 as latas de filmes foram achadas num estúdio, na Califórnia. Em 1993 foi iniciada a recuperação e edição dos negativos, que se transformaram, anos depois, em curta-metragens.

Quando Getúlio Vargas foi eleito, o cearense foi novamente à Guanabara falar com o presidente. E em 1958 sua jangada singrou ondas internacionais: após seis meses de viagem chegou a Buenos Aires, onde Jerônimo queria presentear Arturo Frondizi, presidente argentino, com sua jangada. Não tendo conseguido fazer isso, restou o consolo de ver muitos argentinos admirando a jangada, exposta na capital daquele país.

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Mais importante do que as viagens que se sucederam, no entanto, é refletir sobre a importância do que representou, de fato, a viagem que os quatro jangadeiros fizeram em 1941. É entender o heróico feito como um símbolo de atuação e participação de trabalhadores humildes na sociedade, com suas queixas, reclamações e reivindicações. É também compreender a consciência de classe dos pescadores, entendedores de seus direitos sociais. A viagem gerou ondas e caminhos que possibilitaram que outras categorias de trabalhadores também quisessem se ver representados na sociedade.Os outros companheiros de Jacaré fizeram outras viagens. Mestre Jerônimo viajou com sua jangada em 1951 e 1958.

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História

Beberibe, terra de heróis

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Quatro homens e uma jangada

Em 1941 quatro bravos pescadores partem da Praia do Peixe (hoje Praia de Iracema em Fortaleza) na jangada São Pedro com destino ao Rio de Janeiro (então capital da República) para levar reivindicações dos pescadores diretamente ao presidente Getúlio Vargas. No dia 14 de setembro partiram para o raid, e depois de navegar durante 61 dias, um percurso de 2.381 km, sem bússola e sem carta de navegação – eles chegam ao Rio, onde são recebidos apoteoticamente.

Não bastasse o feito ser motivo de admiração e orgulho por todos aqueles que se deparam com esta, a coragem, a bravura e a ousadia destes quatro homens, tem um significado mais especial para nossa cidade, já que dois deles eram beberibenses e foram protagonistas na luta pelos direitos dos pescadores. 

Diário de bordo

“Às nove horas em ponto, quando soprava um bom nordeste, empurramos a jangada pra dentro d’água. Ia começar a nossa aventura. O samburá estava cheio de coisas, a barrica cheia d’água e os nossos corações cheios de esperança. Partimos debaixo de muitas palmas e consegui ver de longe os meus bichinhos acenando. Mais de vinte jangadas, trazidas por nossos irmãos de palhoça e de sofrimento, comboiaram a gente até a ponte do Mucuripe. A igreja branquinha foi sumindo e ficou por detrás do farol. Rezei pra dentro uma oração pedindo que a Padroeira tomasse conta dos nossos filhinhos, pois Deus velaria por nós. E assim começou nossa viagem ao Rio de Janeiro…”

Este foi o início do diário de bordo de Jacaré, Manuel Olímpio Moura. Sem bússola, sem carta náutica e sem guia ele e mais três pescadores Mestre Jerônimo (Jerônimo André de Souza, beberibense), Tatá (Raimundo  Correia Lima, também beberibense) e Mané Preto (Manoel Pereira da Silva) iniciaram uma longa viagem de jangada até o Rio de Janeiro por uma luta coletiva, representando os 35 mil jangadeiros do Ceará.

Durante dois anos Jacaré estudou e aprendeu a ler e a escrever para poder representar os jangadeiros no encontro com Getúlio Vargas, então presidente. A professora dos meninos da colônia, Lyrisse Porto, passou este período trabalhando além de seu horário regular para ensinar ao pescador que carregava consigo a missão de conquistar os direitos merecidos de seus irmãos de mar. Em paralelo, os pescadores trabalharam para angariar fundos e conseguir a autorização para realização da viagem.

 Jacaré era presidente da Z-1, colônia situada na praia de Iracema, em Fortaleza.  Lá, através da Associação de São Pedro, entidade religiosa que prestava assistência a famílias de pescadores, conseguiu empreender uma campanha entre autoridades e membros da sociedade local para angariar recursos financeiros para a realização da viagem e também para assistência das famílias enquanto os jangadeiros estivessem no mar.

Foram 61 dias enfrentando condições precárias, intempéries climáticas, tubarões até a chegada no Rio de Janeiro. Durante o percurso de 2.381km os jangadeiros foram tornando conhecida sua saga. A cada cidade ou vilarejo onde paravam a imprensa e a população descobriam sua história e as suas reivindicações. Buscavam melhores condições para a comunidade de jangadeiros da sua região, lutavam pelo reconhecimento da profissão, o que lhes garantiria os direitos trabalhistas e de aposentadoria, reivindicavam a disponibilidade de jangadas por parte da colônia para aqueles que não tinham embarcações próprias e portanto ainda que trabalhassem arduamente deixavam o ganho do seu trabalho para o proprietário explorador das embarcações.

Muitas histórias resultaram desta incrível viagem. Um registro do jornal carioca Diário da Noite do dia 12 de novembro de 1941 traz um episódio pitoresco relatado por Jacaré em entrevista: “Na hora das bebidas, quando levantaram as taças pra nós, um doutor perguntou quem estava escrevendo o diário de bordo. Eu disse que era eu. E ele bebeu a cerveja e disse: – Salve o Pero Vaz de Caminha da jangada! Eu fiquei intrigado: Salve quem homem? E ele tornou a repetir: – Pero Vaz de Caminha! Aí o Tatá emendou: – Esse não veio não Senhor…”

Em outra entrevista Jacaré conta sobre as passagens vividas por eles no trajeto: “Entre Maceió e Bahia, pertinho da boca do São Francisco, pegamos um temporal de arromba. A nossa roupa de algodãozinho, pintada com tinta de cajueiro, começou a rasgar, pois o mar de um mês de viagem estragou o pano. Um jornalista em Maceió ficou com cara de bocó quando soube que nós não tínhamos bússola nem cartas de navegação. A gente se guia pelas estrelas e deixa o vento fazer o resto. Também pertinho de São Salvador vimos cinco ou seis pintadinhos (tubarões) à flor d’água, com as bocas abertas, prontos para engolir o primeiro cabra que aparecesse. Largamos eles de mão e continuamos o nosso caminho…” – contou Jacaré.

O heróis do mar e também da terra tiveram muita dificuldade para conseguir a autorização da Marinha Mercante, havendo inclusive pressão da imprensa local e até do Rio de Janeiro onde o jornalista Austregésilo de Athayde escreveu uma matéria apaixonada intitulada “Deixem vir os jangadeiros”.  Depois de muitas buracracias e não havendo mais como demover a vontade em seguir adiante com este sonho dos jangadeiros, a marinha mercante exigiu que os quatro assinassem um termo  de responsabilidade.

No dia 16 de novembro a jangada São Pedro chegou de forma apoteótica nas águas da Baia de Guanabara. O povo esperava por eles, uma procissão de barcos os acompanhou. A jangada foi retirada sob aplausos da água e levada para um caminhão, enquanto a tripulação seguiu sendo celebrada pela população em carro aberto.

Ao final do dia os jangadeiros foram recebidos pelo presidente que garantiu então os direitos da CLT aos jangadeiros, classe reconhecida através do Decreto Lei 3.832, promulgada um mês após a chegada da embarcação São Pedro ao Rio de Janeiro . Durante sua permanência na então capital federal os jangadeiros estiveram sempre acompanhados por agentes do Dops que temiam o contato destes com a esquerda. Voltaram ao Ceará num avião Douglas DC3 da Navegação Aérea Brasileira e foram aclamados como heróis, recebendo medalhas do interventor Menezes Pimentel (na época, os estados eram governados por interventores nomeados por Vargas).

Em 1942 Orson Welles, renomado cinegrafista veio ao Ceará para filmar a saga dos quatro jangadeiros cearenses. Ao final da filmagem, na cena da entrada da jangada nas águas do Rio de Janeiro a embarcação não resistiu e virou. Três tripulantes se salvaram, mas Jacaré nunca foi encontrado. 

A realidade atual dos jangadeiros locais não mudou tanto assim em todos estes anos. As dificuldades ainda são imensas, os riscos são diários, o desamparo do poder público é uma constante. Se na década de 50 o estado do Ceará registrava 80 mil jangadeiros, hoje estima-se que este número não ultrapasse os 30 mil. Depois de Jerônimo, Tatá, Mané Preto e Jacaré ainda por outras 5 vezes o trajeto e o sonho de conquistar uma vida mais digna para os jangadeiros motivou mais viagens. Outros pescadores foram ao Rio de Janeiro em suas jangadas, renovando os votos de Jacaré, Jerônimo, Mané Preto e Tatá. Em 1944 “mestre Jerônimo” repetiu a façanha. Em 1951 novamente com Vargas em seu segundo mandato, a jangada ”Nossa Senhora da Assunção” chegou até a baía da Guanabara e o presidente recebeu os tripulantes – novamente Jerônimo, Manoel Preto e Tatá, desta vez sem Jacaré e com mais dois tripulantes: Manoel Frade e João Batista. Em 1958 foi a vez de Luiz Carlos de Sousa (Luiz Garoupa) com a jangada “Maria Tereza Goulart”, uma homenagem à esposa do vice-presidente trabalhista João Goulart, e os jangadeiros cearenses foram recebidos pelo presidente Juscelino Kubitschek. Em 1972 em uma jangada chefiada por Eremilson. E a última, em 1993, com o jangadeiro Mamede Dantas a bordo.

Veja mais aqui:

 

Orson Welles faz história em Fortaleza

A saga dos jangadeiros em busca de seus direitos

O filme: FOUR MEN IN THE RAFT 1942 

Mais jangadas e jangadeiros

O raid da jangada São Pedro: pescadores, Estado Novo e luta por direitos

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O Mercado Público, as feirinhas e a simplicidade de uma vida feliz

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Ok, as praias de Beberibe são deslumbrantes e pode parecer perda de tempo não gastar todos os minutos no Ceará curtindo uma praia. Mas a gente traz aqui uma dica pra um passeio matinal que faz um recorte bastante interessante desta cidadezinha incrível que é Beberibe.  Pelas manhãs, bem cedinho, no centro, o Mercado Público abre com peças fresquinhas de espécies como guarajuba, cavala, serra, cioba, gaiuba, ariacó, beijupirá, arraia e tudo mais que os pescadores angariam em suas viagens pro mar. É lá também que você vai encontrar  camarão e caranguejo, estes últimos comercializados do lado de fora do mercado.  Ao contrário do sul do país, aqui é bem cedo que a vida acontece. Pelas manhãs a cidade enche de gente de todas as localidades, paus de arara vem para reabastecer as comunidades do sertão, e a simplicidade da vida fica transparente nas interações entre todas as gentes.

O Mercado Público fica um pouco escondido, num bequinho bem central, ao lado da Farmácia Jesus. No entorno há também dois centros de abastecimento e ao lado do mercado do Peixe mais duas feirinhas, uma na quadra interna do mercado com itens de vestuário e às vezes decoração, e na pracinha ao lado, uma feira de alimentos e de secos e molhados.

O passeio vale demais pelas histórias que se ouve em um dedo de prosa, e pela observação que proporciona de uma dinâmica muito própria de Beberibe e dos beberibenses. E se você quiser levar pra casa peças curiosas como um autêntico ralador de coco cearense, é lá que você vai encontrar.

Aproveite para tomar um sorvete, visitar o Memorial que conta parte da história da cidade,  e andar tranquilo pelas ruas. Você é bem-vindo aqui. Explore, divirta-se, descubra Beberibe.

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